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Câncer de Próstata

08

Nov

Câncer de Próstata

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, depois do câncer de pele. Nos EUA, 186 mil novos casos são diagnosticados e 29 mil pacientes morrem por ano. O risco é maior em homens com história familiar da doença e aumenta com a idade. Mais de 70% dos casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos de idade.
A próstata é uma pequena glândula em forma de noz que circunda a uretra masculina. Sua secreção faz parte do sêmen. O câncer de próstata pode permanecer localizado no interior da próstata durante muitos anos, sem causar sintomas. Na maioria dos casos, o tumor tem crescimento lento, e os sintomas só ocorrem quando há compressão da uretra, que causa, por exemplo, micção frequente, especialmente à noite, urina ou sêmen com sangue ou pus e desconforto lombar, pélvico ou na parte superior das coxas. Esses sintomas, entretanto, podem ocorrer com outros problemas, como hipertrofia benigna da próstata, infecção urinária, prostatite aguda ou doenças transmitidas sexualmente.
A hipertrofia benigna da próstata é muito comum em idosos. De acordo com a American Urological Association, dos EUA, ela afeta até 90% dos homens com 80 anos de idade. Não é causa do câncer de próstata, mas as duas doenças podem coexistir. Os médicos devem avaliar se os sintomas de um paciente são devidos a câncer de próstata, hiperplasia benigna ou outra doença. Além disso, têm que determinar a importância clínica de um câncer diagnosticado. Se o câncer de próstata for um tumor localizado de crescimento lento, pode não causar problemas para a pessoa. (...) Além disso, o tratamento tem efeitos colaterais desagradáveis, como disfunção erétil e incontinência urinária.
Entretanto, alguns tumores crescem agressivamente e se disseminam na região pélvica e além, e outros de crescimento lento crescem o suficiente para causar sintomas e precisar de tratamento. É papel do médico diagnosticar o câncer, determinar sua velocidade de expansão e decidir, junto com o paciente, o que fazer e quando.
Exames
O diagnóstico de câncer de próstata é feito por exame ao microscópio de amostras de biópsia. Se for confirmado, são usados exames de imagem, como ultrassonografia, para determinar a extensão do tumor (estágio) e o grau de anormalidade das células. Quanto mais anormais são as células do tumor, maior é a probabilidade do câncer ser agressivo.
O exame retal digital é o primeiro usado para determinara a necessidade de uma biópsia de próstata. O médico insere um dedo enluvado no reto para detectar por palpação anormalidades do reto e da próstata.
Exames laboratoriais
Exames laboratoriais são usados para triagem de câncer de próstata em pacientes sintomáticos ou assintomáticos, para monitorar o resultado do tratamento e para detectar recorrências.
Podem incluir:
Antígeno prostático específico (PSA) – Usado para triagem e monitoração do câncer de próstata. Níveis aumentados estão associados a câncer de próstata, hipertrofia benigna da próstata, prostatite, infecção e diversos outros problemas temporários. Cerca de dois terços dos homens com níveis elevados de PSA não têm câncer de próstata, e cerca de 20% dos que têm a doença apresentam níveis normais de PSA. Assim, o resultado do exame deve ser analisado em conjunto com outros dados.
Urinálise – Pesquisar distúrbios renais e das vias urinárias.
Cultura de urina – Investigar infecções urinárias
Ureia e creatinina – Avaliar a função renal.
Exames de imagem:
Ultrassonografia – Uma ultrassonografia transretal pode ser usada para determinar o tamanho da próstata e para orientar a agulha durante a biópsia
Tomografia computadorizada – Avaliar a extensão do tumor
Ressonância magnética – Para avaliar a extensão do tumor
Cintilografia óssea – Pesquisar metástases ósseas
Tomografia por emissão de pósitrons – Usada ocasionalmente para detectar metástases
Tratamento
O tratamento mais adequado depende do estágio e do grau do tumor. Quando o câncer está limitado à próstata, não causa sintomas e tem crescimento lento, pode ser acompanhado regularmente sem tratamento imediato. Essa estratégia de “espera atenta” pode ser mantida durante muitos anos.
Quando há necessidade de intervenção, é adotada uma combinação de cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. A cirurgia pode remover todo o tumor ou melhorar a micção em casos mais avançados. A criocirurgia congela e mata o tecido afetado com nitrogênio líquido. A radioterapia é feita com a aplicação de raios de fora do corpo ou com a inserção de “sementes” radioativas na próstata. É possível ser combinada ao tratamento com hormônios para aliviar a dor.
O tratamento com hormônios é empregado com mais frequência para tratar câncer metastático. Não cura, mas oferece a possibilidade de reduzir tumores, aliviar os sintomas e estender a vida do paciente. É usado também em estágios menos avançados, isolado ou com radioterapia, para diminuir tumores antes da cirurgia. A quimioterapia é pouco empregada em câncer de próstata, em casos avançados que não respondem ao tratamento hormonal.
Os efeitos colaterais mais frequentes do tratamento do câncer de próstata são disfunção erétil e incontinência urinária. O tratamento hormonal aumenta o risco de osteoporose.
Estão sendo pesquisadas e desenvolvidas novas opções de detecção e tratamento. O paciente deve discutir com seu médico para tomar suas decisões.
Fonte: https://labtestsonline.org.br/conditions/cancer-de-prostata